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Mulheres no Rock/Metal: resistência em um meio preconceituoso

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O rock e o metal sempre foram vistos como algo viril e másculo pelos homens. Alinhado a bordões como “sexo, drogas e rock’n’roll” o genêro basicamente não tinha espaço para mulheres, pelo menos não com destaque nos palcos e nem com a mesma quantidade. Os tempos mudaram, o feminismo ganhou espaço, e as mulheres reividicam seu lugar, mas isso ainda não significa que seja fácil.

O Rock se firmou ao longo das décadas com características essencialmente machistas. Apesar de toda a agitação social dos anos 60 em torno da igualdade de condições entre homens e mulheres, elas aparecem quase sempre relegadas a um segundo plano.

Ter mulheres ocupando posições que, em senso comum deveriam ser de homens, e ainda terem sucesso nessas funções é algo que grandes nomes como Cássia Eller, Rita Lee, Pitty, The Runaways, que revelou Joan Jett, e Janis Joplin  enfrentaram ao longo de suas carreiras, seja de contratantes ou até mesmo do público.

Pelo Mundo

Janis Joplin foi pioneira ao quebrar as barreiras do preconceito durante os anos dourados. Com uma voz poderosa e versões muito próximas ao blues, a cantora personificou a trinca sexo, drogas e rock and roll até sua prematura morte, em 1970.

Cabe à Suzi Quatro, no entanto, a prerrogativa de ser a primeira roqueira com atitude e sonoridade verdadeiramente metálicas. Formou sua primeira banda com as irmãs, aos 15 anos. Já como artista solo, lança o single, “Rolling Stone” (72), mas a explosão só viria no ano seguinte, com “Can the Can”, e os clássicos Devil Gate Drive e a insuperável 48 Crash.

No embalo da New Wave of British Heavy Metal (NWOBHM) de uma despretensiosa banda de colégio, chamada Painted Lady, surge o Girscholl em 78.

O reconhecimento do público viria no ano seguinte, quando excursionaram com os “padrinhos” Motorhead. O disco “Demolition” foi gravado pela independente Bronze Records, a mesma de Lemmy Kilmister e sua trupe na época. Em 81, sai o álbum “Hit and Run” e as duas bandas lançam um EP juntas “The St. Valentine Day’s Massacre”.

Os anos 80 foram mais frutíferos para as bandas femininas e muitas pegaram carona na onda glam do Hard Rock. Com um som explicitamente comercial e muita maquiagem, o Vixen vendeu milhões com seu disco de estréia, em 88. Janet Gardner (vocais), Jan Kuehnemund (guitarra), Share Pedersen (baixo) e Roxy Petrucci (bateria) não conseguiram repetir o feito com “Ver It Up” (90) e “Tangerine” (98).

As mulheres que construíram carreiras de maior longevidade são justamente as que optaram por posturas mais pop. É o que comprova o Blondie, liderado pela cantora Deborah (Debbie) Harry, que vendeu mais de 40 milhões de álbuns em todo o mundo. A turnê “No Exit”, iniciada em 99, marca o retorno da banda aos palcos depois de 16 anos de silêncio.

Já o Heart, das irmãs Ann e Nancy Wilson, sempre privilegiou a parte instrumental das composições. O primeiro LP, “Dreamboat Annie” (76) trazia uma mistura de folk e hard rock, com destaque para os singles Crazy On You e Magic Man. O auge veio com “Bad Animal” (87). Tentando adaptar-se aos novos tempos, a dupla retomou suas raízes em Seattle (EUA).

Uma das poucas remanescentes da linha Hard Rock, a alemã Doro Pesch alia beleza, carisma e talento ao profissionalismo da banda que a acompanha. Depois de algum sucesso nos Estados Unidos no início dos anos 90 como Warlock, a banda mudou o nome para Doro.

E no Brasil?

Fazendo uma pesquisa rápida é fácil de se notar que as mulheres não tiveram tanto espaço quanto os homens no rock nacional, devido talvez ao machismo que era ‘bem aceito’ na época de ascensão do rock e que ainda deixa marcas até os tempos atuais, mas, mesmo assim a representação feminina é bem forte e muito influente.

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Rita Lee Jones é uma das mulheres mais influentes do Brasil.

Poucos sabem, mas em sua adolescência, na ano de 1963, Rita formou uma banda power trio apenas de garotas chamado Teenage Singers, que participavam de apresentações e festas colegiais.

No ano seguinte, as três garotas se juntaram a outro power trio masculino chamado Wooden Faces, formando agora a banda Six Sided Rockers, que ainda chegou a gravar um compacto com duas músicas. Após algum tempo, duas garotas e um garoto saem da banda, sobrando apenas Rita LeeArnaldo Batista e Sérgio Dias, que passaram a se chamar Os Bruxos e posteriormente Os Mutantes.

Rita Lee alcançou a marca de incríveis 55 milões de álbuns vendidos no mundo todo.

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Priscilla Novaes Leone nasceu em Salvador no dia 7 de outubro de 1977, ela é considerada umas das maiores representantes do rock brasileiro.

A cantora já teve duas bandas anteriormente, a Inkoma e Shes, e em 2003 formou a banda Pitty, que alavancou sua carreira e a fez vender 15 milhões de discos, sendo considerada uma das maiores bandas de rock do Brasil.

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No Metal existem vários e ótimos exemplos da mulherada no Brasil. Bandas como: Darkship, Fenrir’s Scar, Final Disaster, Hatefulmurder, Inraza, Losna, Miasthenia, Quintessente, Save Our Souls, Shadowside, Sons Of Rage, Nervosa, Luxúria de Lillith, Hellarise, No Way,  Valhalla, Volkana, Flammea, Pandora, Semblant, Corporate Death, Cauterization, Ecliptyka, Ocultan, Sinaya, Midnightmare, Vandroya, Arandu Arakuaa e Torture Squad representam com muito profissionalismo e resistência.

Sugestões de mais bandas? Deixe nos comentários! 😉

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Postado em 08/03/2019 às 12:11 pm | 170 views



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