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LOSNA: Banda gaúcha apresenta seu quarto álbum, Absinthic Wrangles

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Em meio a realidade de uma pandemia, a banda de Trash/Death Metal, LOSNA, lançou seu mais recente trabalho. O quarto álbum da banda intitulado Absinthic Wrangles traz um som impiedoso e voraz, sem perder a acidez de sempre.

Com uma temática diferente, Absinthic Wrangles conta com 11 faixas, com letras que falam sobre artes marciais. Inicialmente, a LOSNA disponibilizou 6 das 11 faixas na plataforma Spotify. O álbum físico completo pode ser adquirido entrando em contato com a banda ou com a True Metal Records pelas redes sociais.

A LOSNA é uma banda original de Porto Alegre/RS e surgiu no ano de 2004. A sua formação atual conta com Fernanda Gomes no baixo/vocal, Débora Gomes na guitarra e Marcelo Índio na bateria. A Rock Freeday conversou com a LOSNA sobre o processo de gravação do novo álbum e a jornada da banda. Confira a entrevista completa.

Por: Maria Olívia

RF: Primeiro eu gostaria que escrevessem uma pequena apresentação sobre a banda. Onde, quando e como a banda nasceu e outras informações que acharem relevantes. Fiquem à vontade.

Fernanda: A banda surgiu da necessidade de nos expressarmos musicalmente. Eu e a minha irmã Débora sempre gostamos muito de música, dança, palco… Fazíamos aulas de piano e dança jazz, mas por questões financeiras, nunca tivemos a oportunidade de adquirir um piano para continuarmos as nossas práticas. Daí enveredamos para o baixo e a guitarra com o intuito de formar uma banda e mostrar para o mundo a nossa rebeldia e agressividade.

No início das coisas a caminhada sempre é meio complicada, tentamos formar a banda com umas conhecidas e tal, coisa de colega de colégio da Débora ainda… Tivemos sucesso em fazer logo algumas composições e apresentações (até no próprio colégio), mas a “parceria” simplesmente durou pouco e tivemos que substituir… Bom aí foi mais uma grande “invernada”… Passamos por muitas coisas, já fomos um quarteto (tivemos 2 vocalistas diferentes) e até nos estabilizarmos com o Marcelo Índio foram 7 bateristas que estiveram na banda, mas estamos aí unidos e fortes nessa formação atual desde 2004.

Outra coisa interessante era que no princípio pensamos em nos chamar de “Ossos Expostos”, mas logo decidimos por nos intitular Losna. É um nome forte e com muito significado. Essa erva conhecida como “Wormwood” em inglês que significa a “Erva-dos-Vermes”, pois ela é um potente vermífugo, tem muito uso pela medicina popular. Nossas avós, tanta a paterna, pernambucana, quanto a materna, ítalo-gaúcha, usavam para curar problemas de enjôo, de bebedeira… E também sempre ressaltaram a característica terrível de seu sabor: amargo, ruim, difícil de engolir… Losna também é o principal componente do absinto, essa popular bebida da “Belle Époque” com alto teor alcoólico (o que aprecio em demasia) e que na sua destilação produz uma substância chamada tujona, capaz de provocar alterações mentais, como espasmos e convulsões. Ou seja, o efeito esperado aos que ousam conhecer o som da banda!

Há uma deusa etrusca, a deusa da Lua, cuja alcunha é justamente: Losna. Eis aí toda a explicação absíntica para o fel sublimado em nosso som.

RF: Como foi o processo de gravação do álbum, em meio à uma pandemia?

Fernanda: De fato todo o processo de gravação do Absinthic Wrangles se deu antes desse tal de novo coronavírus. Já tínhamos executado todas as gravações: bateria, guitarra, baixo, vocal; mixado e masterizado. Foi justamente quando nós já tínhamos terminado os nossos trabalhos e a True Metal Records havia enviado o álbum para a prensagem é que apareceu essa desgraça de Covid-19! Então o que aconteceu foi só um leve atraso na entrega do material por parte da fábrica responsável pela produção física dos CDs. O pior mesmo foram os vários shows que tivemos que adiar. Nem sabemos como ficará isso tudo depois, aliás, se nem ao menos Nostradamus ou a falecida vidente Mãe Dináh puderam prever tamanha desgraça, o que poderemos projetar para o futuro?

Desde já comentamos, fazendo um gancho com a questão anterior, que a Losna é uma erva com muitas propriedades medicinais e espirituais :para combater vermes intestinais, melhorar a digestão, favorecer a contração uterina durante a menstruação, ação anti-inflamatória, melhora das defesas naturais do corpo, limpeza e desintoxicação do fígado, aumentar o apetite, combater azia, acidez, náusea, vômito, flatulência, provocar abortos, inebriar, decisões rápidas, movimentação de energias para mudanças e transformações renovadoras, mediunidade…

Nunca comentaram se ela seria eficaz no combate ao COVID-19, não duvidaríamos, mas também não nos cabe fazer a recomendação! Somos pessoas honradas e honestas… (risos).

RF: Quais os nomes que compõem a ficha técnica do álbum?

Débora: A concretização do álbum Absinthic Wrangles só foi possível  pelo empenho e suor de seis indivíduos que deixaram seus talentos registrados eternamente. Fernanda Gomes, dona dos vocais diabólicos e autora das notas mais graves e sinistras, eu, Débora Gomes, colaborei com riffs e solos amargos , além de vocais urrados e atormentados; Marcelo Pedroso, com suas batidas feitas no ritmo frenético do seu coração inquieto; Henrique Fioravanti com suas mãos e ouvidos inspirados pelo profano e sua peculiar sensibilidade em gravar, mixar e masterizar de acordo com a essência absíntica da Losna; Tiago Medeiros através de sua arte traduziu a temática instrumental e lírica em desenhos e figuras transdimensionais.e o lendário Flávio Soares, proprietário do selo True Metal Records que foi o responsável por materializar o Absinthic Wrangles, além de ser baixista e vocalista da banda Leviaethan e conhecer muito do underground metálico.

RF: Como está sendo a aceitação do público com esse novo álbum? Vocês já receberam algum feedback positivo ou negativo?

Débora: Ainda é bem recente o lançamento para tirar conclusões precisas positivas ou negativas, não teve resenhas ainda. Apenas meia dúzia que adquiriu o álbum e relatou que estava foda.

RF: Vocês sentem alguma diferença ou preconceito, em relação à receptividade do público, por serem uma banda formada, em sua maior parte, por mulheres?

Fernanda: Na moral nunca notamos essa diferença! Sempre soubemos nos fazer respeitar, sem frescurinhas! A gente tem muita convicção e força de vontade no que faz e isso transparece em nosso trabalho e em nossas aparições nos palcos. O público capta essa vibração violenta e naquele momento ocorre a nossa mágica absíntica e nós destilamos o nosso som amargo nos posicionando acima das nossas características físicas terrenas… Afinal de contas para tocar um instrumento, o ser humano usa as mãos e não o órgão sexual!

E tem mais… Aquele lance de “menina veste rosa e menino veste azul” não é bem a “praia” de quem frequenta os shows underground, onde na sua maioria todos vestem o negro do luto.

RF: Como é a cena underground de metal extremo em Porto Alegre?

Débora: Bastante prolífica e atuantes na cena, quando era possível fazer shows.

RF: O que vocês trazem nesse quarto álbum que se diferencia dos últimos três?

Fernanda: A maior diferenciação é que pela primeira vez nós apresentamos um álbum com temática conceitual: lutas. Então cada faixa tem ilustrada uma arte marcial, com a alusão aos seus golpes característicos. Temos, por exemplo, a faixa “Glíma”, baseada nessa luta de origem viking, “Extreme Sumo”, inspirada nesse desporto japonês originado há muitos séculos, “Em Garde”, que traz a arte da esgrima, e assim por diante…

Já o batera, o Marcelo Índio, nos confidenciou que sentiu que evolui consideravelmente na gravação desse nosso último petardo em relação aos anteriores…

RF: Vocês percebem um amadurecimento musical a cada álbum lançado?

Débora: Não conseguimos perceber com clareza e nitidez, tudo flui naturalmente, se estamos piores, melhores ou iguais…não sei, a condição emocional no momento da composição também influi demais. Só digo que no momento da criação dos riffs eu estava extremamente irada e sem sentimentos bondosos (risos).

RF: Quais as faixas do novo álbum que, particularmente mais gostam de tocar. Podem comentar o motivo?

Fernanda: Gostar de tocar, nós gostamos de todas, mas se tem que escolher uma por cabeça, aí vai: eu (Fernanda) aprecio muito a sutileza da “Catch-As-Catch-Can”, o Marcelo Índio adora a rapidez da “Constellation Drama”, e a Débora se amarra na violência da “Street Fighters”.

RF: Vocês inicialmente não lançaram o álbum nas plataformas digitais. Qual o motivo de terem optado pelo disco físico?

Fernanda: Nós somos uma banda veterana, sem alusões aos boinas verdes do filme” Rambo”, (risos)! Mas como temos muito gosto pelo “Hardcore” “Oldschool”, “Crossover”, “Thrash Metal”, “Death Metal”, “Heavy Metal”, etc. E essas coisas não têm nada de moderno! Também, da mesma forma, gostamos de zelar pela tradição de ter o material físico da banda! Acreditamos que para se degustar o som de uma banda, nada se compara ao prazer em manusear o álbum, tateá-lo, cheirá-lo, visualizar a arte do encarte… O “Absinthic Wrangles” traz mais uma vez o trabalho do Designer Tiago Medeiros. Se houvesse oportunidade, gostaríamos de prensar esse registro fonográfico também em formato de LP vinil e fita K-7.

RF: Quais experiências musicais que já tiveram e que mais marcou a trajetória da banda até hoje?

Débora: No momento tenho boas recordações de alguns fests grandes e bem estruturados que tivemos a honra de participar como: “Otacílio Rock Festival”, “Metal Sul Festival” e “Pampa Punk Festival”. Além de ter tocado na Argentina e Uruguai, experiências únicas!

RF: Quais são os planos para o futuro da banda?

Débora: Lançar videoclipes, participar de Lives e quando tudo voltar ao normal, se isso é possível, sair tocando por aí para divulgar o Absinthic Wrangles.

RF: Gostariam de deixar algum recado para quem apoia e quem curte o som de vocês?

Débora: Ouçam e adquiram o Absinthic Wrangles! Tá diabólico, brutal, amargo….absíntico!!!

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Ouça a LOSNA no Spotify: https://open.spotify.com/artist/3gBBB9excgljju91WbXl3b

Ouça a LOSNA no Youtube: https://www.youtube.com/results?search_query=LOSNA%2Bbanda

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Postado em 29/07/2020 às 6:30 pm | 163 views



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