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CHAOSFEAR volta à ativa com o seu terceiro álbum de estúdio; ouça “Be The Light In Dark Days”

Jean Santiago | SANTART

No início do segundo semestre de 2020, a banda paulista CHAOSFEAR lançou nas plataformas digitais seu mais novo trabalho autoral, o álbum “Be The Light In Dark Days”. O terceiro álbum da carreira da banda conta com 7 faixas densas e melancólicas, alternando passagens ora sombrias e cadenciadas, ora velozes e cheias de ‘punch’ com uma produção robusta e moderna, dando ênfase ao mais puro peso do Thrash Metal contemporâneo e técnicas pessoais características da carreira do quarteto. Palhetadas abafadas, riffs em profusão, agressividade e brutalidade ímpar se elevaram de tal forma que a zona de conforto dentro da banda já não era uma opção.

Por: Maria Olívia

“Be The Light In Dark Days” foi produzido por Marco Nunes, mixado por Marco Nunes e ChaosFear e masterizado por Paulo Anhaia. As músicas e letras foram composições da própria banda. A arte da capa ficou a cargo do artista Jean Santiago.

Nesse mês de agosto, a CHAOSFEAR também lançou o videoclipe de “Be The Light In Dark Days”, faixa que dá nome ao álbum. O videoclipe, produzido por Cláudio Tiberius (Metal Brazil, Antena Zero, Undernoise Produções e Lampião a Gás), foi um presente do Cláudio, enviado à banda como forma de agradecimento.

A CHAOSFEAR é uma banda de Thrash Metal, original de São Paulo, em atividade desde 1999, porém, até o ano de 2003, a banda se chamava Sick Mind. Atualmente, na sua formação conta com Fernado Boccomino no Vocal/Guitarra, Eduardo Boccomino na Guitarra Solo, Marco Nunes no Baixo/Teclados/Backing Vocal e Fabio Moysés na Bateria/Backing Vocal. Em entrevista exclusiva para a Rock Freeday, a CHAOSFEAR nos contou sobre o seu novo álbum “Be The Light In Dark Days” e seus trabalhos autorais no ano de 2020. Confira a entrevista completa.

RF: O nome “Be The Light In Dark Days” têm alguma relação com o momento pandêmico que estamos vivendo?

Fernando: Não colocamos o nome do álbum pensando na Pandemia mas podemos dizer que o título acabou relacionado a essa fase terrível que estamos passando. O título do álbum remete a um período muito difícil pelo qual passei entre 2014 e 2019 que foram bem sombrios… Achei que seria uma boa ideia escrever sobre situações reais e coisas íntimas, diferente da temática dos outros álbuns onde tratávamos mais de violência, guerras, etc…

RF: Como está sendo o feedback do novo álbum?

Fernando: A resposta ao novo cd está sendo bem legal. Recebemos muitos elogios por termos dado uma repaginada no som. As pessoas destacam bastante a produção do álbum também. Nosso baixista/produtor, Marco Nunes, fez um ótimo trabalho na produção e mixagem do álbum. Claro que por outro lado sempre tem algumas pessoas que querem o ChaosFear soando como nos tempos de Onde Step e Image of Disorder, mas hoje somos uma banda diferente, com idéias diferentes…

RF: Como foi o processo de gravação do álbum em meio à pandemia?

Fernando: Começamos as gravações do “Be the light in Dark Days” em Dezembro/2019. Entre Dezembro e Fevereiro fizemos bateria, guitarras base e alguns vocais. Dentro da Pandemia fizemos o restante: solos, baixos, teclados, vozes e mixagem. Aliás, foi um desafio pra todos nós mixar o cd a distância. O Marco teve muito trabalho pra deixar tudo no seu devido lugar e ainda teve que nos aguentar com os famosos: aumenta minha guitarra, mude o timbre da caixa, o solo está alto e por aí vai…(risos)

RF: O álbum “Image Of Disorder” que precede o “Be The Light In Dark Days” foi lançado em 2008, doze anos de diferença. Quais as diferenças, em termos de amadurecimento musical da banda, comparando o álbum de 2008 com o álbum desse ano?

Fernando: 12 anos entre um cd e outro é uma eternidade…muita coisa mudou nesse meio tempo. Posso dizer que mantivemos a agressividade característica do ChaosFear mas de um modo diferente. Temos uma variedade de estilos em nossas músicas novas que não cansam o ouvinte. Claro que ainda temos músicas rápidas, blast Beats, mas quisemos ampliar nossos horizontes e apresentar algo diferente, sair da zona de conforto e nos desafiarmos como músicos. Aliás, ficar na zona de conforto não faz parte dos planos do ChaosFear!

RF: E como vocês avaliam o amadurecimento da banda, com as mudanças na formação, e a experiência adquirida nesses 21 anos de estrada?

Fernando: O tempo realmente passa muito rápido… Eu e meu irmão passamos por muitos altos e baixos com o ChaosFear. Tivemos uma fase bem difícil entre 2012/2013 onde nos vimos sozinhos, sem planos e bem desanimados. Mas tudo se encaixou e em 2018 voltamos com a banda com o Marco Nunes no baixo. A nova formação nos fez crescer, nos fez atingir um novo patamar. Marco é nosso amigo a mais de 30 anos… meu irmão e o Marco aprenderam a tocar praticamente juntos. Fizemos o convite pra ele entrar na banda e ainda bem que ele aceitou. Assim como o Fábio Moysés. Conhecemos o Fábio a muito tempo também, ou seja, estamos em família. Eu e meu irmão temos a assinatura ChaosFear quando criamos riffs ou solos, aliás o trabalho do meu irmão Edu com os solos foi fantástico! O Marco trouxe todo o conhecimento da área de produção, ele tem uma visão macro das coisas e sempre encontra espaço nas músicas acrescentar algo que nunca pensariamos. O Fábio é o cara que traz linhas de bateria espetaculares, diferentes…ele colocou um swing nas linhas de batera que nunca tivemos. Fora que ele ajuda muito na construção da música. Tem uma visão da música como um todo.

RF: O que esse novo álbum representa para a banda?

Fernando: Com certeza esse álbum é uma vitória pra todos nós. Posso dizer que este foi o trabalho mais tranquilo que fizemos. Sem pressão, com todos trabalhando juntos em prol de um único propósito: gravar um cd novo onde a diversão em tocar/gravar estivesse em primeiro plano. Conseguimos!

RF: Quais os temas e mensagens abordados no “Be The Light In Dark Days”?

Fernando: Esse cd é mais introspectivo no que diz respeito as letras. Tratamos de temas como depressão, medo, agonia, questões religiosas, recomeço, perseverança…Os temas são fortes, algumas letras são bem pesadas mas sempre com um fundo de esperança.

RF: Quanto tempo levou a composição do disco e como foi esse processo?

Fernando: O processo de composição foi bem rápido. Em cerca de 2 meses terminamos todos os sons. Algumas músicas eu e meu irmão  já tínhamos prontas de outras épocas como: The Hand that wrecks the World e The Alliance. O Marco tinha uma música pronta também (A New Life ahead). As outras 4 músicas foram trabalhadas através de troca de arquivos até ficarem ao gosto de todos.

RF: Quais as bandas que influenciam o som de vocês?

Fernando: Hoje em dia ouvimos de tudo: metal, progressivo, música brasileira, jazz… todos esses estilos acabam nos influenciando. Black Sabbath, Metallica, Kiss, Led Zeppelin, Voivod, Periphery, Meshuggah, Beatles…Ou seja, o ChaosFear é uma salada de influências.

RF: Quais os planos da banda para o período pós pandemia?

Fernando: Continuar lançando material novo, vídeos, e se tudo der certo…tocar!!! Não vemos a hora de tocarmos para as pessoas novamente!!

RF: Para finalizar, eu gostaria de fazer um faixa a faixa do “Be The Light In Dark Days”.

Fernando:

Be The Light In Dark Days: Essa faixa tem um significado enorme pra mim. A letra é praticamente auto biográfica. Rápida, pesada e com um final tétrico de arrepiar.

From No Past: Adoro o clima da música, as variações de andamento. O solo do Edu é sensacional.

The Hand That Wrecks The World: Essa faixa eu e o Edu já tínhamos pronta desde 2010. É um thrash/death épico de quase 7 minutos. A letra fala sobre o poder que algumas pessoas tem nas mãos e que podem arruinar uma nação.

Mindshut: essa é a típica faixa ChaosFear. É um soco na cara do começo ao fim. Riff atrás de riff. Remete aquela fase do One Step / Image of Disorder.

Cold: O começo com aquela meio Western é muito legal. Muitos dizem que é a música que mais se afasta do estilo padrão do ChaosFear. Mas a proposta era essa mesmo, mostrar novos caminhos. O refrão é marcante. Você ouve uma vez e já saí cantando.

The Alliance: Thrash/HC em estado bruto!! Música pra abrir roda!!

A New Life Ahead: O peso dessa música é de assustar! Levanta até defunto. Arrastada, cheia de mudanças de andamento e com um final de emocionar. A letra também reflete um momento difícil de minha vida (como em Be the light…), onde no final deu tudo certo!!

Jean Santiago | SANTART

Ouça o CHAOSFEAR no Spotify: https://open.spotify.com/artist/3V3WFlj68xP2Zf1TqYI7dB

Ouça o CHAOSFEAR no Deezer: https://www.deezer.com/br/artist/116022

Ouça o CHAOSFEAR no Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC9o3bESzAsVdQLzjpgT_lZQ

Siga o CHAOSFEAR no Instagram: https://www.instagram.com/chaosfearband

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Postado em 07/09/2020 às 10:24 pm | 108 views



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